Dores musculares: Por que acontecem e como aliviá-las?

E hoje eu vou falar sobre algo que provavelmente todo mundo que pratica exercício físico já sentiu: dores musculares. Às vezes quando você se exercita, você acaba exagerando na dose, pode ser porque está fora de ritmo, porque tá começando muito empolgada, porque foi mal orientado ou simplesmente porque pegou pesado demais e isso acontece muito. Você pode sentir um cansaço ou uma dor na hora. E isso porque quando você exagera no seu treino, você acumula no tecido muscular resíduos e fluidos, que causam justamente essa sensação de dor e de cansaço.

Essa dor e esse cansaço podem passar na hora, depois de alguns minutos de descanso, mas não interessa se você está começando agora ou se já treina há um tempão, você já deve ter passado por aquela sensação de acordar no dia seguinte de fazer algum exercício
pesado se sentindo completamente quebrado, destruído, achando que não vai conseguir mexer as pernas nem levantar os braços.

O nome dessa dor é dor muscular tardia e ela é causada pelas contrações excêntricas, principalmente, quando um músculo se torna alongado enquanto sob tensão. Um bom exemplo disso é imaginar fazendo um exercício na barra fixa. Esse momento controlado de tensão com o músculo se alongando é quando você está descendo no movimento, fazendo o bíceps alongar. Essa é a fase excêntrica.

Quando eu falei do acúmulo de químicos e fluídos na musculatura, eu tava falando mais diretamente do famoso ácido lático. O acúmulo dele na musculatura traz essa sensação de dor e cansaço. Que para você remover mais rapidamente esse de ácido lático da musculatura, você pode ao invés de simplesmente esperar a dor passar, praticar algum exercício moderado. Praticando o exercício moderado, você ativa a circulação e faz essa dor ser removida. Antes do que se você ficasse parado. E aí o que mais me perguntam
sobre esse assunto é como fazer pra reduzir ou aliviar essas dores.

Como fazer para aliviar as dores pós treino?

BiomacA melhor e mais conhecida maneira para aliviar essas dores no longo prazo é óbvia: tem que fazer uma progressão gradual no seu exercício, dando tempo suficiente para a sua musculatura se adaptar ao novo estímulo. Quando fizer meus treinos, tem que descobrir qual o seu limite, cada um tem um ritmo. Você tem que ir no seu. Pra isso mesmo que no meu programa existem aulas de adaptação que também servem para o autoconhecimento, basta dar uma procurada no Google que vocês vão encontrar.

Outro ponto muito importante para a recuperação e também pra ter os melhores resultados dos treinos é dormir pelo tempo suficiente e um sono com qualidade suficiente. O momento em que o corpo melhor se recupera da atividade diária é quando estamos dormindo, e isso inclui se recuperar de qualquer dores musculares. Não dormir o suficiente pode fazer essas dores durarem mais tempo do que deveriam.

Então é isso aí, não se afastem dos exercícios ou qualquer atividade física que vocês gostem pelas dores que podem vir, mantenha-se focado no objetivo.

Memória: Como se fosse a primeira vez

remédio para memória

Uma da coisas mais impressionantes que o nosso cérebro faz é criar memórias. Elas nos permitem aprender coisas a partir das nossas experiências e predizer eventos do futuro. No cotidiano, dificilmente, paramos para pensar em como esse nosso órgão,
conhecido como cérebro, é capaz de reter informações tão detalhadas e abstratas quanto um som, um cheiro, a letra de uma música ou uma equação matemática.

Como funciona a memória

Zen Power X

Já ficamos tão acostumados a lembrar de tanta coisa que nem paramos pra pensar na importância dessa capacidade. Mas tente imaginar como seria viver sem ela. Um exemplo que nos ajuda a ter uma noção disso foi o caso de Clive Wearing. Clive era um músico britânico que teve a infelicidade de desenvolver uma encefalite viral. A encefalite costuma resultar em danos cerebrais consideráveis e sabemos que, quase qualquer, dano cerebral pode impactar a aprendizagem das pessoas. Mas a depender da área cerebral danificada, o prejuízo pode ser drástico. Infelizmente, isso aconteceu com o Clive e isso o tornou um escravo do seu presente.

A encefalite fez com que Clive perdesse a sua capacidade de criar novas memórias sobre seu presente recente. Depois que alguns minutos se passavam Clive tinha a sensação de que tinha acabado de recuperar a sua consciência, como se tivesse acabado de sair de um coma. Durante anos, Clive tinha essa sensação repetidamente, nunca conseguindo lembrar o que tinha acabado de acontecer. Se, por exemplo, a sua esposa entrasse no quarto dele Clive recebia sua amada calorosamente, como se não a visse há muito tempo. E bastava ela sair por alguns minutos e voltar para que ele tivesse uma reação, praticamente, igual a que tinha acabado de ter minutos antes.

A sua memória sobre o seu passado mais distante ainda estava preservada embora não em mínimo detalhes.  Ele sabia quem ele era, por exemplo. Mas não conseguia lembrar muita coisa sobre um compositor chamado Orlando Di Lasso.  Embora, anos atrás, ele tivesse escrito um livro inteiro sobre esse compositor. Mas mais estranho ainda era o fato de que suas habilidades musicais tinham permanecidas intocadas pelo que aconteceu.  Ele era capaz de ler a partitura de música e tocar o seu cravo tão bem quanto antes. O aprisionamento no presente de Clive trouxe vários prejuízos para ele.

Ele, por exemplo, não se interessava mais por livros ou pelos acontecimentos no mundo. Já que minutos depois, ele mal lembraria
do que tava lendo ou que ficou sabendo. Viver sem memórias pode ser realmente devastador. Os últimos 100 anos de pesquisa na psicologia e na neurociência nos permitiram acumular vários conhecimentos sobre o que são memórias e como elas são formadas. Podemos entender a memória como uma capacidade do cérebro de reter informações ao longo do tempo. Sabemos que existem diferentes etapas para que uma nova memória seja criada. As três principais etapas são:

  • Codificação
  • Armazenamento
  • Recuperação

E várias coisas podem afetar cada uma dessas etapas de um jeito particular mas deixar as outras etapas intactas. Na “codificação”, informações sensoriais e simbólicas são interpretadas e associadas com as nossas próprias memórias prévias depois disso, o cérebro pode reter essas informações ao longo do tempo e posteriormente recuperar essas informações quando isso for necessário. No cérebro, muitas redes neurais estão envolvidas em todas as etapas da memorização. Mas algumas são especialmente importantes: O “hipocampo” é uma das áreas mais importantes na regulação da memória, especialmente para que novas memórias se consolidem e durem a longo prazo.

O cerebelo também é essencial para aprendermos novas habilidades tais como dirigir um carro ou aprender um novo passo de dança e as “amígdalas” estão diretamente envolvidas com a codificação e recuperação de memórias afetivas como as memórias que você tem sobre algo que te dá medo.  Dizemos também que existem diferentes tipos ou sistemas de memória. Tais como memórias episódicas, semânticas, procedurais e muitas outras.  Mas esse é um assunto que merece um artigo separado.